Editorial
Uma análise abrangente da sociedade contemporânea, marcada pela complexidade, incertezas e velocidade das transformações, e tendo na globalização seu fenômeno mais visível e distintivo, remete-nos a imprevisibilidades, riscos e instabilidades. Neste contexto está mais do que atual a expressão do jurista Miguel Reale: "É necessário repensar o pensado".
A Revista de Medicina Legal, Direito Médico e da Saúde, já no seu terceiro número, comprova que mudar não significa simplesmente melhorar o que já existe, mas transformar a forma de pensar, desenvolver uma nova visão e, assim, abrir espaço para um futuro melhor.
Revigorar a Medicina Legal destacando o seu valor para a sociedade através de inúmeras ações, dando prioridade a uma melhor interação da realidade sanitária, dos sistemas de saúde e seus atores com o direito e, em seqüência lógica, com o sistema jurídico e a própria Medicina Legal, é algo que vem sendo proporcionado por esta revista, que tem como editor chefe o dinâmico e competente Professor Mário Perez Gimenez.
A necessidade da existência deste veículo de comunicação está plenamente justificada, especialmente por ir além da divulgação de trabalhos ligados à Medicina Legal e ao Direito Médico. A revista também é um espaço de harmonia e união entre as Associações Brasileiras de Medicina Legal, Direito Médico e da Saúde e Gerenciamento de Riscos em Saúde.
O Direito Médico e da Saúde, que cada vez mais demonstra sua importância à sociedade, tem a oportunidade de aprofundar questões doutrinárias e normativas das relações humanas e institucionais que envolvem os interesses sobre a vida e a saúde do homem e as condições de habitabilidade do meio ambiente.
Destaco o meu agradecimento a todos os que estão trabalhando, muito especialmente aos Professores Genival Veloso de França e José Geraldo de Freitas Drumond, para revigorar a Medicina Legal e consolidar o Direito Médico como uma área do conhecimento humano fundamental para construção de uma sociedade mais justa e solidária.
O destino da Medicina Legal e do Direito Médico e da Saúde - o nosso destino -, será como Deus quiser, mas nós o faremos.
Luiz Augusto Pereira
Presidente da Associação Brasileira de Direito Médico e da Saúde